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Ação Antitética


José Antonio de Azevedo
- em 18/03/2006

Salvar a Pátria e exterminar o futuro são duas maneiras opostas de agir. Enquanto o Salvador da Pátria livra-a do perigo e estabelece a paz, o exterminador do futuro ameaça a vida com armas e implanta a guerra. São duas propostas antitéticas em que a ação de um elimina a do outro. Quem guerreia elimina a paz

Tratando-se do assunto politicamente a nação infestada de autoridades corruptas, pode eleger um governante honesto e ético que castigue os corruptores, eliminando os corruptos. Por outro lado, compromete-se com o futuro de uma nação ao relaxar a segurança, estabelecer a desordem e incentivar os atentados terroristas.

Entretanto, filosoficamente é inconcebível exterminar o futuro por lhe faltar o presente e o passado que lhe dão causas. É ilógico e só pode ter curso na mente da ficção.

No Brasil houve duas promessas de Salvadores da Pátria: o mocinho Collor do “saco roxo” e o operário Lula “retirante nordestino”. O primeiro com a bandeira de “caçador de marajás”, criou PC Faria, o maior marajá da república e foi cassado pelo Congresso. O segundo com a promessa de promover o trabalhador, está retirando deles os parcos salários para engordar banqueiros.

No âmbito global, existem dois candidatos para varrer da terra a raça humana. São eles: George Bush e Ozama Bin Laden. O primeiro assim age por egoísmo e para mostrar poder bélico e o segundo por fanatismo religioso, a fim de implantar o islamismo no mundo, através do terrorismo. Como salvador da pátria, exterminador do futuro também é uma falácia. Enquanto o homem for lobo do homem, agirá como o adolescente Alagoano e o operário pernambucano. Promete salvar a pátria para ser eleito, mas no poder, extermina com o futuro – não do tempo – porém, dos seus eleitores."

 

 

 

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