Helena Ribeiro
- 08/04/2006
Nesta era de
competitividade global, estar atualizado, acompanhar
a evolução dos negócios,
conquistar e manter clientes tornou-se um desafio
diário para as organizações.
Os profissionais
estão comprometidos com metas e estratégias
arrojadas, sempre em busca de melhores resultados,
necessitando, cada vez mais, de "adrenalina
no sangue", para estarem motivados a alcançarem
seus objetivos empresariais e pessoais.
Para atender estas necessidades as organizações
continuam investindo no maior diferencial das
empresas, o desenvolvimento do "CAPITAL
HUMANO", incluindo em seus programas de
T&D diversas metodologias, que vem sendo
utilizadas nas empresas.
Em nenhum outro momento da história corporativa,
discutiu-se tanto a questão das estratégias,
taxa de retorno sobre investimento, ética,
responsabilidade social, qualidade de vida,
stress corporativo e principalmente estilos
de liderança. Existe um acervo de livros,
seminários, palestras, artigos, filmes,
entre outros, todos intencionados e capazes
de agradar aos mais variados estilos e gostos.
Hoje as empresas precisam contar com a mente
a emoção e o espírito dos
seus colaboradores e só se consegue isso
quando o líder deixa de lado o desejo
de poder e passa a servir, em vez de ser servido,
conforme afirmou o guru norte-americano James
C. Hunter, em seu best-seller O
Monge e o Executivo. O livro ocupa o
primeiro lugar no ranking dos títulos
de carreira mais vendidos no Brasil, com mais
de 100 000 exemplares comercializados.
Hunter esteve aqui, proferiu um circuito de
palestras e ficou surpreso com o grande êxito
de seu livro em um país como o Brasil.
Disse que os conceitos apresentados no livro
não são novidade alguma. "Nunca
ninguém discordou dos princípios,
pois são básicos e essenciais".
Para ele, muita gente sabe tudo sobre liderança,
mas não sabe liderar. "O desafio
está mesmo na execução.
Liderar é como ser um atleta, você
precisa praticar". Parece simples, mas
não é. O líder, acima de
tudo, deve ter humildade. "Seja o chefe
que você gostaria que seu chefe fosse".
Para Hunter, você não precisa ser
chefe para ser líder. "Liderança
é você inspirar e influenciar o
outro para ação. É influenciar
pessoas com entusiasmo e trabalho para o bem
comum". A diferença entre poder
e autoridade consiste em: "poder é
força unilateral, funciona por um tempo,
mas fica velho"; "Autoridade, ao contrário,
é a habilidade em conseguir que as pessoas
façam sua vontade por conta de sua influência
pessoal". Um bom exemplo de autoridade,
segundo ele, são nossas mães.
"Elas atingem esse status porque nos serviram
e continuam a nos servir ao longo de nossas
vidas".
Agregado a todos esses valores está o
amor e Hunter afirma que o significado da expressão
está distorcido atualmente. "Hoje
em dia existe muita demagogia. Todo mundo diz
que ama todo mundo, mas não faz nada".
Para ele, amor é um verbo e deve ser
praticado com o intuito de elevar o próximo.
"Amar não é gostar, mas sim
agir para o bem do outro". Ação
para o bem alheio é, no final das contas,
a principal qualidade de um líder servidor.
"O que pensamos e o que sentimos é
conseqüência. O que importa mesmo
é o que fazemos". O Executivo e
o Monge, apresenta técnicas e teorias
simples de liderança, fáceis de
serem aplicadas nas organizações.
Basta a iniciativa de aplicá-las.
Baseado nesta
realidade, concluo que o perfil do profissional
de alta performance é aquele que contem
os três Q´s (QI - Quociente Intelectual,
QE - Inteligência Emocional, somado ao
QS - Inteligência Espiritual) que, desenvolvidos
e equilibrados, auxiliam o autodesenvolvimento
fazendo a diferença nos resultados das
organizações.
Muito além da razão e da emoção,
é na Inteligência Espiritual que
se encontra a felicidade, a qualidade de vida,
solidariedade e a realização pessoal.
O autor do livro A Terceira Inteligência,
Floriano Serra, afirma que é possível
unir o racional, o emocional e o espiritual
e revela uma nova dimensão da inteligência
em seus múltiplos aspectos. Segundo Floriano,
a Terceira Inteligência - ou Inteligência
Espiritual - entra em cena, por exemplo, quando
não conseguimos resolver determinado
problema, recorrendo apenas à razão
e à emoção. Em circunstâncias
como essa, tão freqüentes em nossa
vida, a ação da Terceira Inteligência
é acionada pela intuição,
que alguns denominam "iluminação".
Esse é o ponto de partida para compreender
e trabalhar percepções incríveis
e inexploradas.
"Para as organizações que
adotarem o modelo de gestão baseado nas
três inteligências, Racional, Emocional
e Espiritual, certamente terão colaboradores
muito mais comprometidos, motivados, felizes
e, por conseqüência, mais produtivos".
Os conceitos
dos três Q´s já são
utilizados em meus programas de treinamentos,
desde 2001, com ótimos resultados.
Estamos na era
da informação, da tecnologia e
do desenvolvimento do capital intelectual e,
com tantas opções, precisamos
entender e ter cuidado principalmente com os
modismos, eles podem ser úteis em curto
e médio prazo, mas pode deixar uma lacuna
ao longo prazo.
Helena Ribeiro: Pós-Graduada em
Gestão Estratégia Global de Negócios,
pelo INPG - Bacharel em Administração
de Empresas - PUCCAMP. Mestrado em andamento -
UNICAMP, sobre: Indicadores de Desempenho em T&D,
utilizando a aplicação da Metodologia
Vivencial ao Ar Livre.