Marcelo
Henrique Guedes Chaves
Professor
de Matemática aluno do Curso de
Gestão Hospitalar
em 02/06/2006
No
momento em que estamos vivendo, a fome tem sido
constantemente palco das grandes discussões
políticas e sociais. Numa época
em que somos surpreendidos com as injustiças
e as corrupções, fica aqui uma
reflexão que não se cala: será
que falta uma política séria,
compacta e assumida por toda a sociedade como
um instrumento que prioriza o social e que busca
realmente um novo realiamento de altíssima
relevância para a superação
da crise que assola de forma desumana os mais
pobres?
Nesse
contexto, podemos refletir sobre a prática
governamental das políticas públicas
como um paradoxo entre linhas, consumidas pelas
rotineiras vias burocráticas e pelo falso
discurso éticosocial dos que governam
o país. Fica claro que essa responsabilidade
social está situada nas grandes diversidades
econômicas, sociais e culturais existentes
no Brasil e sendo acomodada numa missão
institucional que não viabiliza com tamanha
transparência medidas concretas em face
das diretrizes que asseguram a qualidade de
vida da nossa e de toda a humanidade, desta
e das futuras gerações. A questão
da fome passa a ser um meio de propagação
política, pois transformam a fome em
uma situação renovável,
ou seja, a fome passa ser uma utopia que se
encontra na linha do infinito.
É preciso
reciclar o nosso pensamento de forma progressiva
e sistemática para combatermos a fome
sem transformá-la em objeto direto do
discurso político e tão pouco,
focalizar somente segmentos isolados, mas sim,
na sua totalidade, com objetivo centrado a responder
as necessidades básicas e essenciais
prevista na Constituição Federal.
Se continuarmos persistindo na política
de programas voltados como plataforma eleitoral,
a pobreza será uma onda crescente nessa
via Democrática , como um
sistema de desintegração social.
Por fim, acredito
que o caminho a ser superado é de conscientização,
de resistência e de reestruturação,
dentro de uma linha de conduta fiel, que possa
servir como um programa digno a sobrevivência
entre a maioria da população que
vive na linha da extrema pobreza.