Helena Ribeiro
- 08/04/2006
Todo o relacionamento
Humano, pessoal ou empresarial, tem como fundamento
uma emoção. Relacionamentos duradouros
são possíveis quando os objetivos
comuns visam o bem comum. Casais mantêm
relacionamentos saudáveis, mesmo depois
das bodas de ouro, por serem cúmplices
e capazes de renovar o espírito do relacionamento:
a renovação dos mais simples hábitos,
surpreendendo com informações
e reciprocidade de compensações.
O bom relacionamento corporativo é pautado
nas mesmas bases, apenas diferenciadas pela
quantidade dos interessados.
Líderes natos sabem perceber carências
nos liderados. Liderados satisfeitos sabem retribuir
com empenho, agregando conhecimento, "redescobrindo
a roda", transformando a execução
das mais simples tarefas, retomando princípios,
buscando a reorganização dos sistemas,
tudo com o objetivo maior: os resultados. Pensando
no bem estar das equipes e, por conseqüência,
nos resultados, grandes líderes foram
encontrar nos mais diversos segmentos, inclusive
naqueles em que, a princípio, nada têm
a ver com os objetivos e formação
de suas empresas, ferramentas eficazes e capazes
de manter os relacionamentos saudáveis.
Resultado: sucesso e boas doses de verdadeiros
orgasmos corporativos. Uma equipe bem equilibrada
emocionalmente tem razão de sobra para,
não apenas se dedicar, mas fazer tudo
pelo resultado.
E onde encontrar tanta motivação
em cenários tão permeados de oscilações
como a economia e outros tantos? Em tais cenários,
o mais comum é a economia sem planejamento.
Os cortes de custos, pura e simplesmente; virar
de costas e rezar para que um novo dia surja
com soluções milagrosas.
Antes de decretar o fim da corporação,
esta é a mais valiosa oportunidade para
continuar investindo no desenvolvimento do seu
maior capital, o capital humano.
Daniel Goleman,
autor do livro Inteligência Emocional,
(IE), que se tornou best-seller no mundo inteiro,
é defensor das emoções
nas relações empresariais e em
2002, lançou em conjunto com mais dois
autores, o livro O Poder da Inteligência
Emocional - A Experiência em Liderar
com Sensibilidade e Eficácia.
"Foram décadas de pesquisas realizadas
em empresas de classe mundial, afirmam que os
líderes vibrantes que conseguem ressoar
seu entusiasmo, independente do nível
hierárquico - obtém a excelência
não somente por meio de técnicas,
dinamismo e inteligência, mas pela capacidade
de estabelecer uma conexão emocional
com os outros, utilizando suas habilidades de
IE, com empatia, assertividade e autoconfiança".
Os lideres que
já possuem ou aqueles que desenvolveram
sua IE, valorizam o seu network, tanto no trabalho
quando na vida pessoal, e usa principalmente
o sorriso como seu principal aliado, pois em
termo neurológico o riso representa a
distância mais curta entre duas pessoas,
porque a interconexão é imediata,
facilitando a comunicação. Ser
alegre, usar sua criança livre interior,
buscar mudanças de hábitos, melhorar
a qualidade de vida, nada disto significa que
você pode estar reduzindo sua produtividade,
mas sim melhorando seus resultados e com maior
prazer.
Ricardo Semler,
criador de idéias revolucionárias
de gestão, declarou para a Revista
Época, que se está um dia
lindo lá fora vai ao parque com seu pequeno
e depois trabalha até meia-noite, o que
para ele faz mais sentido.
A maioria dos
profissionais não tem a flexibilidade
de horário que Ricardo Semler, mas muitas
empresas têm investido em programas de
qualidade de vida, ginástica laboral,
grêmios recreativos, e até em academias
dentro das organizações. Enfim,
diversos recursos para auxiliar no bem estar
de seus funcionários. Mas nada disto
tem valor, se o individuo não tomar uma
atitude e mudar de hábitos e comportamentos.
Sair da Zona de conforto gera desconforto, porém,
na maioria dos casos é uma oportunidade
de investir em seu potencial.
E quem não torce por alguém que
sentimos estar engajado no espírito de
equipe, capaz de fazer a diferença e
estar sempre pronto, com o sorriso aberto, mesmo
nas situações mais complicadas?
Afinal, malucos são aqueles que desistem
na primeira adversidade, esquecendo que equipe
resolve seus problemas em equipe.
Frente a este
cenário, o maior diferencial das empresas,
continua sendo o desenvolvimento do "capital
intelectual", e para auxiliar o Departamento
de Recursos Humanos em seus programas de T&D,
sugiro também o uso da Metodologia Vivencial,
uma ferramenta muito rica que une o racional,
emocional e física, que vem sendo utilizada
cada vez mais nas organizações,
agregando novos valores aos programas de treinamentos
convencionais.
Helena Ribeiro: Pós-Graduada em
Gestão Estratégia Global de Negócios,
pelo INPG - Bacharel em Administração
de Empresas - PUCCAMP. Mestrado em andamento -
UNICAMP, sobre: Indicadores de Desempenho em T&D,
utilizando a aplicação da Metodologia
Vivencial ao Ar Livre.